Antigo Prisioneiro de Guerra (POW) em 8 campos nunca viu os Guardas Alemães a maltratarem os prisioneiros!Em 1941, Alex McClelland assistiu a imensa acção na Líbia e na Grécia como Atirador de Infantaria com o 1º e 2º Batalhão Australiano antes de ser gravemente ferido por um tiro de morteiro em Creta que o cegou temporariamente. Depois de ter recuperado a visão num Hospital de campo Alemão, ele escapou, mas foi capturado 3 vezes antes de ir trabalhar para uma fábrica de armamento onde era pago e recebia melhores rações de comida do que um prisioneiro de guerra normal. Depois de ter estado em 8 campos e de ter escapado duas vezes mais, em Fevereiro de 1945 foi mandado para uma prisão ao lado do Gueto de Theresienstadt, situado a 50 quilómetros para norte de Praga, juntamente com outros prisioneiros Aliados mais conflituosos, incluindo 6 agentes secretos dos Estados Unidos. No campo chamavam-lhe a ‘pequena fortaleza de Terezin'. Os prisioneiros de Guerra Aliados partilhavam a Cela 44-Bloco 4 com 200 soldados Russos da Mongólia que ficavam no chão e que não usavam as casas de banho, pois isso significava o Tifo e outras doenças, que eram uma ameaça constante. Terezin, nos inícios de 1945, era guardado por um soldado Alemão das SS que vigiava a área, mas a sua visão para o campo era parcialmente bloqueada pelos barracões. Muros com 10 metros (30 pés) de altura evitavam as fugas. Terezin era de segurança máxima, em contraste com a maioria de todos os outros campos de segurança mínima, como Auschwitz ou Majdanek, que apenas tinham vedações de arame. Os guardas Alemães raramente entravam na prisão e a disciplina era controlada por dois Kapos civil. Quando era necessário o Kapos disciplinavam os prisioneiros atingindo-os com bastões de madeira que eles denominavam de 'Herr Doktor' (o Doutor). A saúde de Alex era debilitada devido aos seus antigos ferimentos e a 4 anos como prisioneiro de guerra e piorou quando contraiu uma infecção na perna. Uma vez, quando Alex estava do lado de fora do campo, um antigo soldado das SS deu-lhe o seu próprio kit médico para que ele tratasse a perna infectada e perguntou-lhe "Não lhe dão o tratamento médico devido lá dentro?". A 7 de Maio de 1945 ele foi libertado pelas tropas Americanas. Actualmente, tem estilhaços de metal na sua espinha que lhe causam uma dor constante. Durante 4 anos em 8 campos de prisioneiros e em Terezin e ele nunca viu guardas Alemães a maltratarem prisioneiros! “Os Alemães não usaram nem brutalidade nem força desnecessária", disse ele. “A Wehrmacht e os SS trataram todos os prisioneiro de guerra de forma justa e de acordo com a Convenção de Genebra de 1928. As únicas pessoas que eu vi baterem nos prisioneiros foram outros prisioneiros e os Kapos civis”. Alex tem agora 80 anos e vive numa pequena pensão num parque rural Australiano para rolotes. O seu livro de 1999, "The Answer-Justice", relembra a sua vida em 8 campos, as suas muitas fugas que desafiaram a morte e a “fortaleza” de Terezin. Para encomendar o livro de Alex da Austrália = $25 (Aust. $). Do estrangeiro = $25 (EU) mais $5 para portes: Alex McClelland,
![]() Interior da ‘Fortaleza de Terezin', com o portão de entrada e a torre de vigia onde um solitário guarda Alemão vigiava o campo. O bloco de Alex situava-se fora da imagem, à direita. Os muros de 10 metros (30 pés) no campo de alta-segurança evitavam as fugas e a visão das pessoas do exterior, o que contrasta como os campos de baixa-segurança, como Auschwitz, que era cercado por arame. ![]() ![]() Jovens talentosos Europeus e Australianos, como Alex, voluntariaram-se para combater em 1939. Nesta fotografia de 1940, Alex está a usar o seu chapéu à Australiana. Na fotografia de 1999, 59 anos mais tarde, Alex segura o seu livro aonde descreve a sua captura, os 8 campos, as suas dolorosas fugas e Terezin. ![]() O gás que vinha dos fornos crematórios em Terezin era utilizado nos cadáveres dos detidos e nos guardas a fim de evitar a propagação de doenças como o Tifo. Os canos do gás são visíveis. ![]() A cela 44 aonde Alex viveu durante 3 meses com 200 prisioneiros de guerra Russos e outros prisioneiros Aliados ‘causadores de problemas’. Apenas alguns beliches forravam as paredes para que os prisioneiros alternassem com quem dormia no chão. Os poucos guardas Alemães raramente entravam nos barracões, os quais foram supervisionados pelos ‘Kapos’ civis durante os últimos meses da guerra. ![]() Fotografia tirada logo a seguir à libertação mostra celas onde eram mantidos os detidos mais problemáticos. |